domingo, 12 de junho de 2011

Duplicação da Tamoios: um marco histórico para a região


O início das obras de duplicação da Rodovia dos Tamoios e dos contornos de Caraguatatuba e São Sebastião, programadas para janeiro, é um marco histórico para a nossa região.

Com a duplicação, a Tamoios vai se transformar em um novo e importante eixo de desenvolvimento para o Vale do Paraíba e Litoral Norte.

Além de oferecer melhores condições para explorar o enorme potencial turístico das cidades do Litoral Norte, a duplicação terá papel estratégico e será fator impulsionador na modernização dos negócios do Porto de São Sebastião e de novos arranjos produtivos, como a exploração do Pré-Sal.

Com o anúncio das obras, por intermédio do governador Geraldo Alckmin durante a realização do Governo Presente no último dia 3 de junho, estamos resgatando um importante compromisso com a população valeparaibana.

Como secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional, sou testemunha do empenho do governador Alckmin em viabilizar recursos para a execução da obra desde o primeiro dia de sua administração. Durante a posse, o governador já destacava a Tamoios como uma das três obras prioritárias para os próximos quatros anos.

Portanto, não é à toa que serão investidos cerca de R$ 4,3 bilhões na obra de duplicação da Tamoios e contornos. Desse total, cerca de 70% sairão dos cofres do Estado. Ao lado do Rodoanel, a Tamoios é hoje a mais importante obra viária programada para a atual gestão do governador Geraldo Alckmin.

Quando iniciamos os preparativos para viabilização da duplicação nos deparamos com a necessidade de também investirmos pesado nos contornos viários de Caraguá e São Sebastião. Era necessária uma solução viária para se evitar “gargalos” ao se atravessar as áreas urbanas das cidades do Litoral.

Por isso, o projeto de duplicação também contempla a construção dos contornos de Caraguá e São Sebastião. Para se ter uma ideia da complexidade dessas obras, nos dois contornos serão construídos 38,1 km de pista com túneis, viadutos e outras adequações viárias. O investimento apenas nessas intervenções ultrapassa a cifra de R$ 1,6 bilhão.

Outra preocupação é com a preservação do meio ambiente. Por isso, estamos projetando na duplicação do trecho de serra e nos contornos soluções viárias que possam resguardar a beleza exuberante da Serra do Mar.

O empenho do Governo de São Paulo em fazer a obra é tamanho que por determinação expressa do governador Alckmin vamos iniciar a duplicação pelo trecho de planalto até o Km 32, na entrada de Paraibuna, com recursos exclusivos do Tesouro do Estado.

Em paralelo, estamos realizando atualmente todos os preparativos para lançamento do edital de concorrência pública por meio de uma Parceria Pública Privada, processo que esperamos concluir no início de 2012.

No entanto, é importante ressaltar que o plano de melhoria e duplicação da Rodovia dos Tamoios não está sendo iniciado agora.

Desde a gestão do saudoso governador Mario Covas, em 2000, o Governo de São Paulo vem investindo recursos importantíssimos para melhorar e facilitar o acesso ao Litoral Norte.

Foram investidos desde essa época R$ 174 milhões na ligação entre a Rodovia Dutra e a Carvalho Pinto, incluída aí a duplicação da Tamoios entre o Km 5,5 e Km 9,3.

Essas obras, realizadas em três fases, também beneficiam os motoristas e moradores em trechos da zona urbana de São José, como nos casos do novo acesso para o São Judas/Putim e o viaduto Talim.

Como representante da região, saúdo o início da obra de duplicação da Tamoios que, repito, será um marco histórico para o Vale do Paraíba e Litoral Norte e um vetor de desenvolvimento para o Estado de São Paulo.

terça-feira, 11 de maio de 2010

O Brasil e o Irã

O Presidente Lula irá ao Irã neste fim de semana. Na mala, ele leva uma aposta arriscada. Tanto para ele, como para o Brasil. Trata-se de se colocar como "mediador" da questão do programa nuclear iraniano, sobre o qual boa parte do mundo desenvolvido suspeita de ter propósitos bélicos.

A aposta é arriscada porque esses países acreditam que o goveno do Irã está usando essa "intermediação" do Brasil para ganhar tempo e, com isso, enriquecer urânio em nível de artefato nuclear. Governos periódicos sérios desse países já criticam seriamente essa posição do Brasil.

Se o governo brasileiro tem uma carta na manga para levar a bom termo essa "mediação" convém mostrá-la durante essa visita. Nesse caso, tanto o Brasil quanto o presidente ganharão prestígio e respeito perante o resto do mundo. Se, ao contrário, o governo do Irã tergiversar, o governo brasileiro deve aproveitar a oportunidade e cair fora dessa "intermediação", perdendo de pouco.

Se não cair fora, corremos o risco de fazer um papel vexaminoso com graves consequências para o Brasil.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Uma janela de oportunidades


Num dos posts de meu Blog eu disse que há razões inerciais (independentes de ações do governo) que explicam, em parte, o crescimento do PIB brasileiro. Das 5 razões, listei uma que diz respeito à urbanização do Brasil e a consequente queda da taxa de natalidade. Exponho aqui os dados relativos a ela.

Há um interessante estudo de professores do IBGE, "População e crescimento econômico de longo prazo no Brasil: como aproveitar a janela de oportunidade demográfica?", que mostra isso.
Os professores José Eustáquio Diniz Alves e Miguel A. P. Bruno fazem uma análise detalhada do "bônus demográfico" para a economia brasileira, mas, devido à exiguidade de espaço, mostro apenas os dados mais interessantes, contidos no gráfico:












Fonte: IBGE e ONU

A taxa de dependência definida como o percentual entre "crianças e jovens entre 0 e 14 anos somada a idosos de 65 anos e mais" dividido pela "população em idade ativa: entre 15 e 64 anos". Essa taxa define, grosso modo, quantas pessoas são sustentadas para cada 100 pessoas sustentadoras.

Pode-se verificar que ao longo de boa parte de século XX, o percentual de sustentados era de 80% (ou seja, num grupo de 18 pessoas, 10 sustentavam e 8 eram sustentados). Com a forte queda da taxa de natalidade, temos nas primeiras décadas do século XXI uma redução desse número para 50%. Num grupo de 15 pessoas, cinco são sustentados e 10 sustentam. Pode-se perceber que há um fator natural para o aumento da renda per capita.

Essa janela de oportunidades vai até a metade do século XXI quando teremos um aumento grande da população de idosos dependentes e, consequentemente, um aumento na taxa de dependência.

Assim, independentemente de governos e de "políticas publicas" (sic), temos uma melhoria natural em nossa economia.